Presidente do TCE, Governador Beto Richa, Plauto, Traiano e outros são investigados por desvios de dinheiro da educação no PR

R$ 18 milhões da Educação que seriam para construção de escolas virou outro propinoduto e festa para campanhas no Paraná>>>

G1  O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) autorizou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) investigue se Durval Amaral, presidente do Tribunal de Contas do Paraná (TCE-PR), participou de um esquema que teria desviado R$ 18 milhões da Secretaria de Educação (Seed). A autorização de investigação pela prática de corrupção passiva foi concedida pelo ministro Herman Benjamin, do STJ, em 7 março deste ano. O pedido se baseia nas investigações do Gaeco que apuram indícios de desvios na Operação Quadro Negro.

Segundo o documento, a construtora Valor, que venceu concorrências para a construção e reforma de escolas estaduais não realizou obras, mas recebeu todo o pagamento estipulado para a construção de escolas, uma vez que engenheiros da Seed e da empresa utilizaram falsas medições de execuções de obras.

O nome de Amaral apareceu no depoimento da advogada da construtora Valor, Úrsula Ramos, investigada na Quadro Negro, ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Ela disse aos promotores que o verdadeiro dono da Valor, Eduardo Lopes de Souza, repassou dinheiro a algumas autoridades; entre elas, o conselheiro do Tribunal de Contas, Durval Amaral.

No depoimento, gravado pelo Gaeco, Úrsula cita uma conversa que teria tido com o dono da construtora.

"Eduardo, eu preciso saber, o que que isso tá sendo... o que isso tá sendo... pra onde foi esse dinheiro que tá dito aqui que entrou, que tá todo mundo falando? Ele falou: 'Não, esse dinheiro não ficou comigo, esse dinheiro foi feito repasse pra campanha do governador Beto Richa e pra essas três pessoas"."É o senhor Durval Amaral, que tinha a campanha do filho dele, não sei precisar o nome do filho dele, o senhor Traiano e o senhor Plauto.

O Tribunal Regional Federal, em Porto Alegre, autorizou abertura de inquérito contra os deputados Ademar Traiano (PSDB), Plauto Miró (DEM) e contra o filho do presidente do TCE, Tiago Amaral (PSB). O nome do governador Beto Richa (PSDB) também foi citado pela PGR quando os procuradores pediram autorização para investigar Durval Amaral. 

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